Uma descarga de ázarons.

Todos temos plena consciência de que minha vida é uma sucessão de acontecimentos que até Raul Seixas ficaria assustado. Eu tenho uma assustadora capacidade de atrair filhadaputices do universo. Não sei se ainda existe esse blog, mas há muito tempo existia um blog chamado Efeito Ázaron – os anciões da blogosfera lembrarão, tem uns 4 anos.  Ele definia ázaron como a partícula elementar causadora do efeito azarônico, ou seja, a partícula causadora do azar.

E não é que ela seja um coisa constante no universo como o oxigênio, por exemplo. Ela oscila de acordo com a sua sorte – ou, melhor dizendo, falta de azar. Se você “dá sorte” em um instante, o número de partículas azarônicas se acumularão e serão descarregadas em uma onda de azar mais tarde.

E é justamente isso que fundamenta minha teoria.

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Criança é uma criatura babaca mesmo, né?

Não são lá muitas, mas  vez ou outra eu percebo que existe uma regra que serve para todo um grupo de pessoas. Não é preconceito, é apenas conhecimento básico. Por exemplo: um paraplégico jamais vai te chamar pra jogar uma partidinha futebol americano. Isso é uma certeza e, se você não concorda, decerto possui problemas mentais. Agora eu vos pergunto – afirmar isso sobre os paraplégicos é preconceito?

Não! É apenas um fato irrefutável.

Da mesma forma que eu afirmo – criança é uma criatura babaca. Não é preconceito, é fato.

Não babaca no sentido de ser escrota – essa é uma peculiaridade de apenas algumas -, mas babaca no sentido de ser retardado.

Semana passada eu estava voltando pra casa desolado. Era 12:30, estava andando há 20 minutos num sol de 39ºC, sabendo que eu teria de almoçar correndo para refazer todo o trajeto, agora no sentido contrário e às 13:00, quando vejo dois moleques se socando. Não um soco inocente, mas socos sérios e dolorosos. Doeria em mim, mas, afinal, não era eu quem estava brigando.

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O maior inimigo de Herlock Sholmes

Sê feliz, caro leitor! Hoje o dia está mais bonito!

E não me refiro ao fato de FINALMENTE ter chovido em terras cariocas, situação que não ocorria há muito tempo. Em fato, me perguntava pra onde havia ido toda a água dos mares que fervia com os seguidos dias de 40ºC.

Hoje é um lindo dia por um motivo diferente – eu ouvi a música nova do NeverShoutNever. Que, de fato, nem é tão nova assim, mas pra mim é nova e foda-se.

E ela é MUITO BOA! Finalmente o Chris parou de querer ser o Bob Dylan do século XXI com aquelas músicas insuportáveis e aquelas letras pseudo-cult chatas. Dane-se o Time Travel e todas as associações à LSD que ele faz, tirando Simplistic-Trance like Getaway, nenhuma música desde o Harmony era minimamente boa. Eu gosto de músicas falando sobre uma garota de cidade pequena ou sobre uma garota who GotStyle, não de uma música falando sobre se perder no meio do oceano com drogas.

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Pe Lanza > Roberto Carlos

Eu tenho uma teoria a qual gostaria de dividir com os senhores. Não, não tentarei provar a ninguém que o Restart é o rei da música nacional. Longe disso, aliás. Mas me deixem começar pelo começo.

Esses dias eu fui num musical no teatro Oi Casagrande – que é o lugar mais legal do mundo, aliás – em que o protagonista diversas vezes dizia “1980: o ano em que a inspiração acabou”. Diante disso, ele se alongava, dizendo que a partir de então nenhuma música seria bem feita, nenhum livro seria bem escrito, nenhum filme bem filmado. Tudo isso em decorrência do fato de toda a inspiração dos seres humanos virem das “Musas do Olimpo”, que são as filhas de Zeus, e uma dessas Musas – a principal – ter se apaixonado por um humano e sido expulsa do Olimpo.

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Um absurdo, isso aí. Um absurdo.

Certamente vocês já ouviram o ditado “política, religião e futebol não se discutem”. Percebam o quão facilmente a ignorância se dissemina em nossas terras tupiniquins – é óbvio que política, religião e futebol se discutem. Em fato, eles não só podem, como devem ser discutidos, uma vez que um dos princípios básicos do raciocínio e evolução de um pensamento é a discussão e o aprendizado de novos pontos de vista.

Amigos, se no início do século XVI, um clérigo chamado Lutero não tivesse começado a discutir religião, ainda viveríamos em uma sociedade estamental sob o poderio infindável da igreja e de algum monarca babaca. As reformas religiosas nada mais eram do que uma discussão sobre as religiões – que abriu os olhos da população para os diversos problemas da igreja. Da mesma forma que, neste post aqui, eu demonstrei claramente os erros da bíblia – independente de preferência religiosa – e tentei abrir os olhos dos que a levam ao pé da letra.

Da mesma forma trata-se a política. Por mais que cada um possua sua preferência ideológica, a discussão da política é uma das atividades primordiais da humanidade. A própria eleição nada mais é que uma discussão, afinal, cada partido, defendendo sua ideologia (teoricamente, né) tenta eleger um representante político. Quando uma lei está para ser aprovada ou recusada, leva-se ela em uma mesa de discussão. Tudo na política é baseado na discussão.

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Aventuras Carnavalescas – pt. 1

Sábado passado, início do carnaval, o dia amanheceu comigo na Rodoviária junto a meus amigos esperando um ônibus rumo a Saquarema. Saquarema é uma das muitas cidades do Rio de Janeiro que só existem durante o Carnaval. Durante os dias de festa o lugar não tem espaço nem mesmo para um peido – e isso eu sei muito bem -, mas assim que se aproxima a quarta feira de cinzas, o lugar fica às traças. E esse ano não foi diferente.

Depois de quatro horas de ônibus – pegamos um engarrafamento fodido num fim de mundo desses aí, lá por maricá – chegamos ao local. Um amigo nosso – eu estava com mais cinco amigos – tinha uma casa lá e havia liberado para nós. Ele só chegaria mais tarde. Já havia ouvido boatos sobre o lugar, mas jamais pensei que seria tão ruim quanto o que eu tinha visto.

Cada segundo naquele lugar era um risco diferente. Assim que adentramos o local pela primeira vez, nos assustamos com os matos de 2 metros de altura que cultivavam todos os tipos de animais silvestres em seu interior. Também nos assustamos com os SETE ninhos de marimbondos no local, principalmente quando eles vinham atrás de nós.

4 motivos pelos quais o Orkut é infinitamente melhor que o Facebook

Antes de mais nada eu gostaria de dividir uma imagem com os senhores, pois se trata de algo demasiado fenomenal para ainda estar no abismo de desconhecimento popular.

Apreciem.

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Agora sim, o texto.

As redes sociais tem uma capacidade de se reciclarem tão eficaz que chega a ser imperceptível. Ninguém sabe ao certo quando foi que o iRC foi extinguido, ou quando o Facebook deixou de ser só mais um site gringo de empresários americanos vendendo aspirantes pornôs e estudantes de faculdade marcando fodas em Harvard.

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Um texto sério.

Lá pelos idos de 2010, quando vi que meus textos estavam atingindo uma considerável quantidade de adolescentes, formei com um amigo um blog de política. Eis que a parada faliu, uma vez que esses adolescentes de bosta de hoje em dia tão pouco se fodendo pra política. No entanto, jurei para os poucos e fiéis leitores que, vez ou outra, lançaria um texto sério e informativo aqui no blog.

Há mais de um ano que não faço isso. Mas ontem, em especial, tava lendo um livro de Zuenir Ventura em que ele entrevista César Benjamin, o Cesinha, que ainda aos 14 anos já era um dos revolucionários que lutaram contra a ditadura de 68. Aos 17 anos já foi preso e com pouco mais de 20 já havia fundado o PT com o Lula – partido do qual ele saiu, e explica isso também na entrevista.

A parada realmente faz a gente refletir sobre o Brasil. É meio que um daqueles textos que rodam em correntes de emails, só que este, além de ser muito melhor, nunca rodou. Leiam, vale a pena.

Segue um trecho:

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Top 5 gente que se fodeu na internerd

Nossa geração cresceu escutando dos mais velhos que a internet era uma terra sem leis. Diversos acontecimentos comprovavam esse fato, uma vez que a Internet, durante muito tempo, foi conhecida como um antro de estupradores gordos de 40 anos procurando por crianças indefesas, ou de hackers que ganhavam a vida roubando a senha de banco de gente otária.

O problema é que a população cada vez mais aderia a esta rede de micróbios virtuais que é a internerd, e eis que os politicamente corretos da sociedade decidiram que era hora de colocar algumas leis nela.

Lá  pelos anos de 2008, quando os pais começaram a criar orkut pra conversar com os amigos e tomar conta do que os filhos andavam falando, a constitucionalização internérdica já estava completa. Os adultos enfim se apoderaram deste meio que, a princípio, era o único lugar onde adolescentes e estupradores poderiam transitar e criminalizar sem receio algum de serem mandados pro xilindró.

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Se beber, não mergulhe na praia.

Nunca havia passado o ano novo fora de casa. Meus pais são extremamente chatos, nunca me deixaram sair de casa e iam dormir por volta das 20:00, então meu ano novo sempre se resumia a assistir ao show da virada na globo – o que é uma prova de força, devo dizer – e ler algum livro.

Mas este ano seria diferente. Em 2012 eu faria 18 anos e precisava fazer algo diferente. Até quando deixaria meus pais cagarem minha vida social? Os convenci a me deixar ir à praia da Barra com o Nandão e assim o fiz. Estou com preguiça de fazer uma introdução com maiores informações, então pulemos direto para a parte em que eu e Nandão já estávamos na praia, por volta das 21:00.

Achamos uma barraquinha vendendo vários tipos de álcool por 5 reais duas doses.

Nandão, aquele gordo barbudo, me ludibriou. Como eu nunca havia bebido em doses na vida – sempre que bebia era em alguma festinha onde tivesse drinks prontos e coloridos -, peguei o copinho e bebi apenas metade. Olhei pro Nandão e o puto já havia bebido tudo, tomado o sal e engolia o limão com um ímpeto invejável.

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