Archive for the 'Uncategorized' Category

BAAAAM! Isso mesmo!! Um texto novo!!!!!

Olá, amiguinhos.

Como vão os senhores?

Ontem eu tive um dia daqueles que só eu tenho.

Mas comecemos pelo começo.

No terceiro ano, eu estudei português feito um corno. Aliás, acredito que um corno tenha estudado menos português do que eu. Eu fazia tantas questões de português que eu decorei os exemplos até hoje. Posso citar Soneto de Fidelidade a qualquer instante, da mesma forma que posso citar um exemplo de oração subordinada substantiva subjetiva envolvendo a Joelma.

Esse estudo era visando a prova da ufrj, que sempre foi o meu objetivo. A questão é que, pouquíssimos meses antes da ufrj, após mais uma reunião da cúpula internacional de pessoas que gostam de foder o Almeida, decidiu-se que a ufrj aderiria ao enem e não haveria essa prova.

Como qualquer analfabeto sabe – principalmente os analfabetos, aliás -, o enem cobra tanto português quanto astrofísica. Todo o meu árduo estudo me foi tão útil quanto lavar a calçada com baldes d’água – sério, por que vocês fazem isso, caras?

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Treta no Busão

Nos últimos três dias eu desbravei as fronteiras geográficas do Rio de Janeiro e fui diversas vezes para a Barra da Tijuca – que, para os desavisados, é, na falta da uma palavra melhor, um lugar horroroso. Mas, por algum motivo, o destino me fez ter grandes amizades lá e vez ou outra algum evento ocorre (como o musical em que fui hoje).

A ida para lá é um martírio. O ônibus é cheio, é quente, as pessoas são feias, os lugares são ruins e engarrafados, e ele ainda fica se metendo em um monte de ruazinha até que BUM, tal qual uma ejaculação precoce no dia em que a excitação foi mais alta que o bom senso e vocês não usaram camisinha, o ônibus chega à barra. Eu sempre vou com meu livrinho, minha musiquinha e mal percebo a viagem, mas acredito que para pessoas não-tão-autistas seja um sacrifício.

A volta, por outro lado, costuma ser mais fácil. Volto de noite, quase sem ninguém no ônibus, sem trânsito e a escuridão me impede de ver os transeuntes horrorosos da Freguesia. Ah, a Freguesia. Um rápido adendo sobre a Freguesia – que lugar lindo e charmoso é aquele, amigos. Anteontem o ônibus teve que parar no meio da rua pois um PORCO e um CAVALO estavam atravessando a rua. E foi lá também que entrou a moça que protagonizará a história que se segue.

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The Rise and Fall of Belinha

Os maias eram uns troxas mesmo. Não bastando terem sido exterminados pelos espanhóis – pelo amor de deus, quem é que é exterminado pelos espanhóis? -, ainda erraram naquela história do fim do mundo. 2012 não foi o ano do fim do mundo: foi apenas o ano do começo do fim. E digo isso com ciência, pois sou eu que acolho, alimento e dou um lar ao monstro que nos exterminará de tal maneira que nem Goku conseguirá evitar o óbito da humanidade.

o cãoçador de almas

Te falar – eu não gosto de cães. Eles babam, correm, mijam, cagam e babam um pouco mais. Eles são tão interessantes quanto um idoso em coma com o intestino desregulado. Mas este cão, largando mão de táticas negras de hipnose e fofura angariou um certo carinho e afeto deste que vos escreve tão imparcialmente.

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Descobri como dominar o mundo.

No início de 2012, logo após assistir a um vídeo desses toscos de autoajuda no youtube, decidi fazer um “quadro dos desejos”. A parada consistia estritamente no que era o nome – você pegava um quadro e escrevia ali todas as coisas que você desejava. O vídeo era uns 20 minutos de um cara com as sobrancelhas estranhamente grandes dando explicações sobre o nosso cérebro ter um dispositivo que atrai aquilo que desejamos assim que definimos o desejo. A partir do momento em que definíssemos uma coisa que queríamos, o cérebro se encarregaria de, mesmo inconsciente, lutar por aquilo.

Eu tava tão desesperado por qualquer ajuda que fosse pra passar no vestibular, que até isso serviu de apoio. Apostei na parada.

Uma vez que seguir a dica de um vídeo de autoajuda era demasiado vexaminoso, preferi manter a empreitada só pra mim. Ao invés de um quadro, que seria visto por todos que entrassem no meu quarto, fiz uma imagem no paint. Pra ~balancear a miticidade~ do quadro, ao invés de apenas escrever o nome das coisas, coloquei imagens.

E, um ano depois, vejam que bacana dos caralhos: consegui tudo o que estava no quadro!

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Rapidinhas sobre gente chata pra caralho.

Queria começar dando um aviso a essa rapaziadinha “educada” do Brasil: vocês são chatos pra caralho.

Uma situação em especial me fez chegar a essa conclusão – que eu já havia chegado centenas de outras vezes, afinal, pessoas “educadas” são, na falta de uma palavra mais ofensiva, insuportavelmente escrotas pra caralho.

Vamos supor que vocês são motoristas de ônibus. Seu trabalho é ficar sentado entre 10 a 12 horas (dependendo da quantidade de horas extras que você faz pra pagar o leite da tua quinta filha, a Rosiclaine) andando de um lado pro outro. E então, entra aquela criatura odiosa, politicamente correta e integralmente de bom humor, e lhe profere um sonoro “Bom dia!”. Você se vê na obrigação de responder o bom dia, fingindo um ânimo que não tem, afinal, está há 3 dias sem dormir, emendando hora extra em hora extra nos 4 empregos que não são o suficiente pra pagar a aparelho dentário do terceiro filho do primeiro casamento, o Roberto Carlos (nome dado em homenagem ao jogador, não ao cantor).

Agora imaginem que, em um país boiolinha como é o Brasil, centenas de pessoas diariamente são politicamente corretas babaquinhas metidas a “educadas” e proferem “bom dia” ao motorista. Descartando o fato de que desejar bom dia pra alguém já é babaca por si só – afinal, ninguém ta realmente desejando bom dia pra ninguém, e, ainda que desejasse, não faria a menor diferença -, a pessoa está apenas servindo pra piorar o dia do cara, que terá que juntar todos os resquícios de paciência pra fingir alguma educação respondendo o bom dia da pessoa.

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Mission accomplished.

Um abraço a todos que fizeram cursos que não queriam e me sacanearam por perder um ano no pré vestibular! õ/

Se praia fosse bom, seria paga.

Senhores, eu perdi a virgindade.

Não, não, eu não comi ninguém não. Meu hímen continua intacto. A virgindade a qual me refiro é aquela famigerada e iconoclasta virgindade que muitas pessoas sequer tem capacidade mental pra acreditar na existência. Sim, senhores.

Eu fui pra praia totalmente sóbrio.

E eu fiquei nela. Na areia, no mar, na orla. Tomei sol – estou queimado até agora -, vi bastante bunda metralhada, bastante gente barriguda e peluda com os mamilos de fora, bastante gente gorda fazendo vexame na água. Tive uma experiência praística completa. E agora eu posso lhes dizer com toda a certeza e humildade que eu consegui juntar nesses 18 anos – alguma função do sistema nervoso deve estar muito comprometida em todas as pessoas que dizem gostar de praia.

Cacete! Cês já pararam pra pensar no que é uma porra de uma praia? Imagino que a maioria das pessoas que dizem que “amam praia” o fazem por dois motivos – ou nunca estiveram em uma praia e saem por aí dizendo isso da mesma forma que menininhas de 15 anos dizem que amam Londres, ou já estiveram e simplesmente não tem capacidade mental o suficiente pra discernir que aquilo é uma merda, ainda que a maior parte das pessoas digam que é legal.

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O escritor descolado e modinha de 2013: Bukowski.

Imagino que os senhores já estejam cientes de que o brasileiro é um bicho realmente estúpido e pragmático. Digo pragmático pois, ainda que ele tente não ser (e ache fielmente que não é), todas as atitudes dele são tão óbvias e estúpidas que acabam formando um ciclo de estupidez infindável. E o pior de tudo é que eles são ainda mais repetitivos justamente quando tentam ser diferentes.

Gosto de chamar esse grupinho descolado que tenta ser inovador – mas invariavelmente acabam caindo no abismo de repetição – de hipsters. Antes eu os chamava de pseudohipsters, mas eis que se tornaram uma maioria tão esmagadora, que usurparam o codinome de hipsters, e os antigos hipsters tru é que hoje em dia são os pseudohipsters. Rola uma inversão de valores absurda derivada dessa rapaziada estúpida.

Os hipsters, os senhores já sabem, tem algumas características básicas que me privarei de dissertar sobre– aquela coisa do café, imagens preto e branco e citação de livros que não leram.

É sobre esse último quesito que esse texto aqui pretende abordar.

Não foi incomum nos anos de 2011 e 2012 nossas retinas estupradas por diversos textículos da Clarice Lispector e do Caio Fernando Abreu, o que eu achava ótimo, afinal, são (ou eram) grandes escritores. O problema em si é que a rapaziada que postava e disseminava essa porra nunca se deu ao trabalho de ler um livro sequer dos caras. A garotada colocava o nome dos caras no google, ia em O Pensador e metia no facebook o primeiro trecho que fosse “bacana o suficiente” e “pequenininho”, afinal, ler muito ia cansar seus cérebros virgens de informações úteis.

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O dia em que eu me fodi. (completo)

Senhores, esta semana eu vivi dias que fizeram com que todas as minhas outras aventuras azarônicas estapafúrdias parecessem rolês no qual crianças de 13 anos vão ao cinema. Se hoje estou vivo para contar as histórias, devo confessar-lhes que é por muito, muitíssimo pouco, e por que uma cueca está em condições deploráveis em algum lugar deste mundo. Em fato, quando cheguei em casa, aproveitei uma refeição como nunca antes havia aproveitado – afinal, por muitos instantes achei que ela não ocorreria.

Digo isso com plena convicção pois nem mesmo no dia em que eu me perdi em um dos bairros mais fodidos do Rio de Janeiro numa sexta à noite sem dinheiro nem celular, nem no dia em que eu fui atropelado por uma van na calçada, eu quis tanto que um trovão caísse na minha cabeça – e vi uma possibilidade gritante disso acontecer.

Tudo ocorreu devido ao fato de eu simplesmente ter cagado em todos os meus princípios, posto-os junto à merda numa sacola de supermercado, jogado-os no lixo, derramado uma garrafa de Catuaba, ateado fogo, pisado nas cinzas e jogado-as na praia.

Aliás, é na praia que tudo começa.

Se tem uma coisa que me orgulho nesses 18 anos é a de nunca ter estado em uma praia totalmente sóbrio. A primeira vez que mergulhei no mar foi no reveillon deste ano, totalmente embriagado. Uma soma de traumas de família – morte por afogamente, câncer de pele, etc – resultaram na proibição dos meus pais com relação à praia. Como não me agrada areia, nem pessoas, nem sol, nem água salgada – o que, se vocês pensarem bem, é a definição exata de uma praia -, nunca me importei.

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Vocês ainda esperam…

…que eu escreva um texto, com essas coisinhas me olhando? Ah, tá.